terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Um pouco sobre o poema e o escritor.

Carlos Drummond de Andrade
Este consagrado poeta brasileiro nasceu em Itabira, Minas Gerais no ano de 1902.
Tornou-se, pelo conjunto de sua obra, um dos principais representantes da
literatura brasileira do século XX.
Concretizou seus estudos em Belo Horizonte, e, neste mesmo local, deu início a sua carreira de redator, na imprensa. 
Seus poemas abordam assuntos do dia a dia, e contam com uma boa dose de pessimismo e ironia diante da vida. Em suas obras, há ainda uma permanente ligação com o meio e obras politizadas. Além das poesias, escreveu diversas crônicas e contos.

Os principais temas retratados nas poesias de Drummond são: conflito social, a família e os amigos, a existência humana, a visão sarcástica do mundo e das pessoas e as lembranças da terra natal.
 
Dentre suas obras poéticas mais importantes destacam-se: Brejo das Almas, Sentimento do Mundo, José, Lição de Coisas, Viola de Bolso, Claro Enigma, Fazendeiro do Ar, A Vida Passada a Limpo e Novos Poemas,
 
Talentoso também na prosa, tem suas prosas reunidas nos seguintes volumes: Confissões de Minas, Contos de Aprendiz, Passeios na Ilha e Fala Amendoeira.
 
Em 1980 lançou as seguintes obras: A Paixão Medida, que  contém 28 poemas inéditos e A Falta que Ela me faz (crônicas e histórias).

Faleceu em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua filha única.

                                           
    "Faxina na alma " Não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou... Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... é renovar as esperanças na vida e o mais importante... acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado... Chorou muito? foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora... Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Um corte de cabelo arrojado...diferente? Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a pintar...desenhar...dominar o computador... ou qualquer outra coisa... Olha quanto desafio...quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho? besteira...tem tanta gente que você afastou com seu "período de isolamento"... tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis... o mal humor vai comendo nosso fígado... até a boca fica amarga. Recomeçar...hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? ir alto...sonhe alto... queira o melhor do melhor... queira coisas boas para a vida... pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos... se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos... já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental... joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho de coisas tristes... fotos...peças de roupa, papel de bala...ingressos de cinema ... bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração... fique pronto para a vida... para um novo amor... Lembre-se somos apaixonáveis... somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas... Nós somos o "Amor"... " Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."
    Carlos Drummond Andrade

    Obrigada pelas visitas!!! e tenham uma ótima tarde!!!

    Filme: O "óleo de Lorenzo"

                 
         Foi um filme assistido em uma aula de metodologia do trabalho científico, o filme fala da constante busca que os país de Lorenzo fazem para acharem uma cura para a doença do filho uma, doença rara que é tranmitida de mãe para filho , chamada   Adrenoleucodistrofia (ALD) que destroi o cérebro, causando : cegueira, surdez e aparalização do corpo. Seus  pais lutam e vão além da ciência buscando alternativas e uma possível cura para Lorenzo, que é encontrada em um óleo, ao qual mais tarde o batizaram de "óleo de Lorenzo", pois além  de prolongar  a vida do menino, aainda viria a salvar ourtras crianças com a mesma doença que Lorenzo.

    Para argumentar e refletir:" As mulheres possuem poucas chances de ocupar cargos decisórios.Porque agem mais movidas pela emoção do que pela razão."

              Todos sabemos que as mulheres são vistas como :sexo "frágil".
    Isso porque são mais sensíveis emotivas e idealizadoras, características jamais adotadas ao homem.
              Porém, por outro lado também possuem pontos fortes e opiniões próprias, não se deixam levar totalmente pela emoção, sabem analisar uma situação e resolve-la com atitudes racionais. A mulher é um ser provida de garra e determinação, que luta por melhorias e reconhecimento em seus cargos profissionais.
              Elas convivem com a rotina, filhos, trabalho e o stress do dia a dia , nem por isso deixam de ser influentes e autoritárias quando necessário.
           Sabem dialogar e defender seus pontos de vista, agem com a razão e confiança na quilo que fazem, e isso são fatores fundamentais para uma carreira de sucesso.
            É importante destacar o papel da mulher que por muito vem buscando o seu digno espaço dentro não só da sociedade, mas também dentro das empresas.
           As mulheres já foram e continuam sendo alvo de preconceito e discriminação por serem do sexo “frágil “ como assim as descrevem. Mas essa situação vem mudando, pois elas lutam por igualdade e se destacam cada vez mais em suas funções .
            Não existe isso de que as mulheres não possam ocupar cargos decisórios, por conta da emoção, muito pelo contrário elas possuem um perfil de liderança e fatores motivacionais que as fazem tomar decisões rápidas e coerentes.
          Não é a toa que temos mulheres a frente de cargos importantíssimos, como : na política , no poder judiciário na medicina entre outros. No entanto devemos continuar na luta feminista por um aumento do número de mulheres no poder.
          Que as mulheres são mais emotivas que os homens. Disso ninguém dúvida , mas elas talvez sejam bem mais racionais do que todo mundo pensa. Uma pesquisa realizada pela consultoria Acta ( Educação e Carreira). Avaliou a atuação de 230 profissionais , do sexo feminino que ocupam cargos de cordenação e gerência.
          Apenas 13% das executivas pesquisadas tomam decisões baseadas na emoção, enquanto 87% delas trabalham com a razão acima de tudo.
           Isso porque elas sabem diferenciar e separar as influências racionais e emocionais na hora de decidir. Dessa forma posso afirmar que as mulheres podem e sabem ocupar cargos decisórios sem se deixarem levar pela emoção, pois em um processo decisório devemos privilegiar a razão e a lógica . Mas por outro lado também devemos abrir espaço para as emoções, pois é através delas que nos comunicamos e que aprendemos melhor.

    Conceitos básicos de linguística

    Linguagem

         Uma atividade humana que, nas representações de mundo que constrói, revela aspectos históricos, sociais e culturais. É por meio da linguagem que o ser humano organiza e dá forma às suas experiências.
        Se entendermos a profundidade deste conceito, entenderemos que não podemos reduzir a linguagem a um meio de comunicação, como normalmente se faz, já que é a partir dela que construímos nossa memória e consequentemente nossa História. Sem linguagem não existiria a civilização como conhecemos.

    Língua

          O conceito de língua varia muito segundo a corrente teórica que o professe. Para nós, é importante expor os conceitos com os quais nos alinhamos. Abaurre e Pontara (2006:3) entendem a língua como um sistema de representação socialmente construído, constituído de signos linguísticos.
          A língua é um conjunto de práticas sociais e cognitivas historicamente situadas. Sendo assim, não podemos entender a língua como uma estrutura autônoma, alheia à realidade dos falantes e imutável.

    Signo linguístico

    Toda língua se compõe de signos linguísticos, que são as unidades de significação que possuem um significante (uma memória acústica de um termo) e um significado (conceito contido em um signo, acionado pelo significante).
    Naturalmente de uma língua para outra os significantes podem mudar. O que passa desapercebido é que o conceito profundo de um termo também pode ser diferente em duas línguas que comparemos, muito embora se refiram ao mesmo ser na natureza. Isso acontece porque tudo na língua é representação, nada retém as coisas in natura, tudo se realiza como cultura. Assim, quando falamos de uma vaca em português, no Brasil, o conceito será muito diferente do que se terá na Índia, por motivos óbvios. É mais uma vez a confirmação de que a língua é uma representação de mundo.

    Norma padrão

    Sabemos que todas as línguas variam segundo diferentes critérios (o lugar onde são faladas, a época, o grupo que as utiliza etc.). No entanto, todas as línguas — independente do grau de evolução tecnológica que tenham — possuem uma variedade prestigiada que se utiliza para ter acesso a determinadas instâncias de poder. É o que chamamos de norma culta, norma padrão ou variedade prestigiada.
    Ao contrário do que possa parecer, a norma culta não corresponde necessariamente ao professado nas gramáticas normativas: é muito mais um ramo  de negociações em torno a formas linguísticas que representam o linguajar de uma determinada elite sócio-econômica que impõe sua variedade como o padrão. Cientificamente não se pode falar de uma variedade “melhor” ou “pior” do que a outra. A norma culta existe por conta de pressões sociais que exigem o emprego de uma determinada variedade para determinadas interações na sociedade,É de se esperar, por outro lado, de um candidato a um emprego que requeira o trato com um público exigente que domine o padrão, e cabe à escola possibilitar aos cidadãos essa flexibilidade para trafegar entre as variedadades que cada um possui como herança de sua criação, de suas interações sociais, e a variedade padrão.

    O que seria um signo linguístico?

    O signo linguístico foi descrito por Ferdinand Saussure, em seu Curso de Linguística Geral, como uma combinação de um conceito com uma imagem sonora. Uma imagem sonora é algo mental, visto que é possível a uma pessoa falar consigo própria sem mover os lábios. Mas em geral, as imagens sonoras são usadas para produzir uma elocução.
    Ao pensarmos na linguagem verbal, tendo a língua como código, os signos linguísticos são, então, os responsáveis pela representação das idéias, sendo esses signos as próprias palavras que, por meio da fala ou da escrita, associamos a determinadas ideias. Pode-se, assim, afirmar que os signos linguísticos apresentam dois componentes: uma parte material (o som ou as letras) - o significante; outra parte abstrata (a ideia) - o significado.
    Ou seja, um signo consiste em:
    • um conceito - ou seja, o significado, uma imagem sonora - ou seja, o significante , ou forma fonológica em termos generativos.
    Em termos simples, um signo linguístico é toda unidade portadora de sentido.

    Cquote1.svg(...) signos são entidades em que sons ou sequências de sons - ou as suas correspondências gráficas - estão ligados com significados ou conteúdos. (...) Os signos são assim instrumentos de comunicação e representação, na medida em que, com eles, configuramos linguisticamente a realidade e distinguimos os objetos entre si.

    Aula de Literatura (trabalhando com poemas)

                                    
    Caso do Vestido
    Nossa mãe, o que é aquele
    vestido, naquele prego?

    Minhas filhas, é o vestido
    de uma dona que passou.

    Passou quando, nossa mãe?
    Era nossa conhecida?

    Minhas filhas, boca presa.
    Vosso pai evém chegando.

    Nossa mãe, dizei depressa
    que vestido é esse vestido.

    Minhas filhas, mas o corpo
    ficou frio e não o veste.

    O vestido, nesse prego,
    está morto, sossegado.

    Nossa mãe, esse vestido
    tanta renda, esse segredo!

    Minhas filhas, escutai
    palavras de minha boca.

    Era uma dona de longe,
    vosso pai enamorou-se.

    E ficou tão transtornado,
    se perdeu tanto de nós,

    se afastou de toda vida,
    se fechou, se devorou,

    chorou no prato de carne,
    bebeu, brigou, me bateu,

    me deixou com vosso berço,
    foi para a dona de longe,

    mas a dona não ligou.
    Em vão o pai implorou.

    Dava apólice, fazenda,
    dava carro, dava ouro,

    beberia seu sobejo,
    lamberia seu sapato.

    Mas a dona nem ligou.
    Então vosso pai, irado,

    me pediu que lhe pedisse,
    a essa dona tão perversa,

    que tivesse paciência
    e fosse dormir com ele...

    Nossa mãe, por que chorais?
    Nosso lenço vos cedemos.

    Minhas filhas, vosso pai
    chega ao pátio. Disfarcemos.

    Nossa mãe, não escutamos
    pisar de pé no degrau.

    Minhas filhas, procurei
    aquela mulher do demo.

    E lhe roguei que aplacasse
    de meu marido a vontade.

    Eu não amo teu marido,
    me falou ela se rindo.

    Mas posso ficar com ele
    se a senhora fizer gosto,

    só pra lhe satisfazer,
    não por mim, não quero homem.

    Olhei para vosso pai,
    os olhos dele pediam.

    Olhei para a dona ruim,
    os olhos dela gozavam.

    O seu vestido de renda,
    de colo mui devassado,

    mais mostrava que escondia
    as partes da pecadora.

    Eu fiz meu pelo-sinal,
    me curvei... disse que sim.

    Sai pensando na morte,
    mas a morte não chegava.

    Andei pelas cinco ruas,
    passei ponte, passei rio,

    visitei vossos parentes,
    não comia, não falava,

    tive uma febre terçã,
    mas a morte não chegava.

    Fiquei fora de perigo,
    fiquei de cabeça branca,

    perdi meus dentes, meus olhos,
    costurei, lavei, fiz doce,

    minhas mãos se escalavraram,
    meus anéis se dispersaram,

    minha corrente de ouro
    pagou conta de farmácia.

    Vosso pais sumiu no mundo.
    O mundo é grande e pequeno.

    Um dia a dona soberba
    me aparece já sem nada,

    pobre, desfeita, mofina,
    com sua trouxa na mão.

    Dona, me disse baixinho,
    não te dou vosso marido,

    que não sei onde ele anda.
    Mas te dou este vestido,

    última peça de luxo
    que guardei como lembrança

    daquele dia de cobra,
    da maior humilhação.

    Eu não tinha amor por ele,
    ao depois amor pegou.

    Mas então ele enjoado
    confessou que só gostava

    de mim como eu era dantes.
    Me joguei a suas plantas,

    fiz toda sorte de dengo,
    no chão rocei minha cara,

    me puxei pelos cabelos,
    me lancei na correnteza,

    me cortei de canivete,
    me atirei no sumidouro,

    bebi fel e gasolina,
    rezei duzentas novenas,

    dona, de nada valeu:
    vosso marido sumiu.

    Aqui trago minha roupa
    que recorda meu malfeito

    de ofender dona casada
    pisando no seu orgulho.

    Recebei esse vestido
    e me dai vosso perdão.

    Olhei para a cara dela,
    quede os olhos cintilantes?

    quede graça de sorriso,
    quede colo de camélia?

    quede aquela cinturinha
    delgada como jeitosa?

    quede pezinhos calçados
    com sandálias de cetim?

    Olhei muito para ela,
    boca não disse palavra.

    Peguei o vestido, pus
    nesse prego da parede.

    Ela se foi de mansinho
    e já na ponta da estrada

    vosso pai aparecia.
    Olhou pra mim em silêncio,

    mal reparou no vestido
    e disse apenas: — Mulher,

    põe mais um prato na mesa.
    Eu fiz, ele se assentou,

    comeu, limpou o suor,
    era sempre o mesmo homem,

    comia meio de lado
    e nem estava mais velho.

    O barulho da comida
    na boca, me acalentava,

    me dava uma grande paz,
    um sentimento esquisito

    de que tudo foi um sonho,
    vestido não há... nem nada.

    Minhas filhas, eis que ouço
    vosso pai subindo a escada


    Poema extraído do livro "A Rosa do Povo"
     de Carlos Drummond de Andrade.
    Composto por setenta e três dísticos de versos regulares e tem tem uma estrutura dramática. Um clássico da literatura :O Caso do Vestido.